Por RAQUEL MARANGONI
Como parte de seu plano de reestruturação, a maison italiana Versace irá reduzir investimentos, cortar despesas gerais e demitir 25% de seus funcionários (ou seja, 350 de seus 1.360 trabalhadores). No mês passado, ela já havia fechado suas lojas no Japão.
O plano é do novo CEO da casa,
Gian Giacomo Ferraris, que pretende fazer com que a grife recupera seus prejuízos, saia do vermelho e volte a dar lucro em 2011.
De acordo com um comunicado enviado à imprensa, suas perdas são reflexo da crise econômica mundial que fez com que a demanda por artigos de luxo caísse.
Ainda segundo a maison, a maior parte das demissões serão em sua matriz, em Milão, em fábricas italianas e nas áreas operacionais. Já o processo criativo, que é o coração da cia, seria poupado.
Embora o CEO não tome parte na área de criação, afirmou ao WWD que recomendou à diretora-criativa, Donatella Versace, que ela acentuasse o lado sexy de suas criações - o que pôde ser visto em sua última coleção, lançada em 25 de setembro na Semana de Milão, temporada primavera-verão 2010 de prêt-à-porter feminino.
O
desfile gerou severas críticas do Financial Times e do International Herald Tribune, que o intitularam de apelativo e impregnado da vulgaridade que cerca o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, constantemente envolvido em escândalos com prostitutas.
Entretanto, não foi apenas o da Versace que foi criticado. “A palavra de ordem da temporada verão 2010 parece ser 'viva a mulher oferecida'", escreveu a editora de moda do IHT, Suzy Menkes, que evocou no texto as showgirls que aparecem na TV italiana.
>>FOTOS DO MAIS RECENTE DESFILE DA VERSACE (MILÃO, TEMPORADA VERÃO 2010)
Foto: Desfile da Versace em 25 de setembro de 2009, no terceiro dia da Semana de Milão, temporada primavera-verão 2010 de prêt-à-porter feminino
Créditos: AP